O Avesso ao Contrário, ou não.
O Contrário do Avesso, ou não.
O Reverso ao Inverso, Progride.
Progridem as Estações, trazem;
Perverso, o Inverno, dos Amantes
[do Verão]
...Ou não
O Verso Negado, Negações Positivas,
Positivimos da negação,
dois mais dois mais dois menos oito;
Voltamos ao Zero.
Na matemática erra quem quer poesia,
E a poesia entedia quem não ama.
...Ou não
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Sobre Deus
Soneto Pela Paz
Crer na paz é um grande passo
De um sonho-mundo conquistar,
Mas é preciso mais que
Esperar das forças invisíveis...
Sonho também vem de tijolos
Herói também vem do suor
Milagre também vem do cultivo
Omitir-se à responsabilidade é vilania
De coração temeroso ou não
Expor-se é coragem
Apaziguar-se com o errado, um crime!
Meu poema, a ti talvez pequeno,
A mim grandioso salto
Menor que posso, Menor que podemos!
Crer na paz é um grande passo
De um sonho-mundo conquistar,
Mas é preciso mais que
Esperar das forças invisíveis...
Sonho também vem de tijolos
Herói também vem do suor
Milagre também vem do cultivo
Omitir-se à responsabilidade é vilania
De coração temeroso ou não
Expor-se é coragem
Apaziguar-se com o errado, um crime!
Meu poema, a ti talvez pequeno,
A mim grandioso salto
Menor que posso, Menor que podemos!
terça-feira, 14 de julho de 2009
Canção Noturna
Canção Noturna
E a saudade tinha pressa e a saudade apressada era o que me governava,
Entre esperar seis horas a próxima chance de vir para casa,
ou descer horas antes na estrada deserta da cidade deserta,
a segunda foi minha escolha, o infortunio anunciado não se fez.
E como um blefe da sorte: A noite foi bela...
Acordar com um quase-nome em quatro letras riscado a dedo
no vidro gelado da janela do ônibus, trouxe as breves lembranças,
Antes de cair no sono, me prestava a desenhar qualquer forma,
de malumas ou taquetes, e divagar sobre os rumos da vida...
Em tais reflexões, os caminhos percorridos podem ser os mesmos,
mas nunca se preserva a ordem, com excessão de um aspecto...
Toda vez que a vida é alvo do pensamento, termina-se em planos...
Ali desenhava o vidro, Ali planejava o futuro.
Ali planejava o vidro, Ali desenhava o futuro.
Ali desenhava o vidro com os planos para o futuro.
Em meio aos desenhos deformes, eis as quatro letras...
Imperatriz, razão dos novos desejos, caminho para ser mais feliz,
digo ser mais feliz, e, não sou ingrato com o que hoje tenho,
mas minh'alma nunca foi pequena para se acomodar com o ter de agora.
Da estrada foi o que trouxe, ou foi o que memória compôs,
agora, compreendo com a conhecimento de causa,
porque a memória é uma ilha de edição...e o quanto isso é lindo.
Descendo na estrada, ou melhor, não tanto, descendo no trevo,
o caminho era longo, talvez meia-hora de caminhada mas como minha
pressa era nula, posso ter triplicado o tempo...
Se não tinha pressa não era coisa da saudade que passou, e sim
da saudade a roubar os fluídos do velho companheiro ar gelado,
da velha grande casa, estar na velha grande casa era um alívio,
mas o caminho como disse não era tão curto até estar de volta
no aconchego caloroso do lar, amargurado, eterno lar...
Eu descia só, e aproveitando da solidão balbuciava qualquer canção
"estranho mas me sinto como velho amigo seu, as músicas que ouço..."
"se você ouvisse as vozes que ouço noite,às vezes me assustam, às vezes me atraem"
"Sim, eu estou tão cansado, mas não pra dizer que não acredito mais em você"
"Ontem à noite, a noite tava fria...tudo queimava, mas nada aquecia..."
O Caminho foi tranquilo, foi ritualístico, caminhar por essas velhas ruas,
reexaminar minhas velhas imprenssões desse labirinto pífio sem poder
para fazer com que se perca nem mesmo a mais distraída das criaturas...
Passos, passos, o frio era a única companhia por boa parte do tempo,
depois um carro lento, um guarda em plantão, dois pivetes me oferecem um baseado,
"- Não obrigado, eu não fumo", um casal gritando às ruas vazias o amor nas vozes
embreagadas que fedem a tradicional cachaça dessa velha terra...
Mais passos, mais solidão, as mesmas canções:
"estranho mas me sinto como velho amigo seu, as músicas que ouço..."
"se você ouvisse as vozes que ouço noite,às vezes me assustam, às vezes me atraem"
"Sim, eu estou tão cansado, mas não pra dizer que não acredito mais em você"
"Ontem à noite, a noite tava fria...tudo queimava, mas nada aquecia..."
De repente, a porta de casa, a cama, o sono , os sonhos...
e num repente maior ainda, retorna o quase-nome das quatro letras...
E a vontade de contar que em mais uma volta pra casa numa noite qualquer,
Descobri que tenho grandes planos, que não passam de um quase-nome.
E a saudade tinha pressa e a saudade apressada era o que me governava,
Entre esperar seis horas a próxima chance de vir para casa,
ou descer horas antes na estrada deserta da cidade deserta,
a segunda foi minha escolha, o infortunio anunciado não se fez.
E como um blefe da sorte: A noite foi bela...
Acordar com um quase-nome em quatro letras riscado a dedo
no vidro gelado da janela do ônibus, trouxe as breves lembranças,
Antes de cair no sono, me prestava a desenhar qualquer forma,
de malumas ou taquetes, e divagar sobre os rumos da vida...
Em tais reflexões, os caminhos percorridos podem ser os mesmos,
mas nunca se preserva a ordem, com excessão de um aspecto...
Toda vez que a vida é alvo do pensamento, termina-se em planos...
Ali desenhava o vidro, Ali planejava o futuro.
Ali planejava o vidro, Ali desenhava o futuro.
Ali desenhava o vidro com os planos para o futuro.
Em meio aos desenhos deformes, eis as quatro letras...
Imperatriz, razão dos novos desejos, caminho para ser mais feliz,
digo ser mais feliz, e, não sou ingrato com o que hoje tenho,
mas minh'alma nunca foi pequena para se acomodar com o ter de agora.
Da estrada foi o que trouxe, ou foi o que memória compôs,
agora, compreendo com a conhecimento de causa,
porque a memória é uma ilha de edição...e o quanto isso é lindo.
Descendo na estrada, ou melhor, não tanto, descendo no trevo,
o caminho era longo, talvez meia-hora de caminhada mas como minha
pressa era nula, posso ter triplicado o tempo...
Se não tinha pressa não era coisa da saudade que passou, e sim
da saudade a roubar os fluídos do velho companheiro ar gelado,
da velha grande casa, estar na velha grande casa era um alívio,
mas o caminho como disse não era tão curto até estar de volta
no aconchego caloroso do lar, amargurado, eterno lar...
Eu descia só, e aproveitando da solidão balbuciava qualquer canção
"estranho mas me sinto como velho amigo seu, as músicas que ouço..."
"se você ouvisse as vozes que ouço noite,às vezes me assustam, às vezes me atraem"
"Sim, eu estou tão cansado, mas não pra dizer que não acredito mais em você"
"Ontem à noite, a noite tava fria...tudo queimava, mas nada aquecia..."
O Caminho foi tranquilo, foi ritualístico, caminhar por essas velhas ruas,
reexaminar minhas velhas imprenssões desse labirinto pífio sem poder
para fazer com que se perca nem mesmo a mais distraída das criaturas...
Passos, passos, o frio era a única companhia por boa parte do tempo,
depois um carro lento, um guarda em plantão, dois pivetes me oferecem um baseado,
"- Não obrigado, eu não fumo", um casal gritando às ruas vazias o amor nas vozes
embreagadas que fedem a tradicional cachaça dessa velha terra...
Mais passos, mais solidão, as mesmas canções:
"estranho mas me sinto como velho amigo seu, as músicas que ouço..."
"se você ouvisse as vozes que ouço noite,às vezes me assustam, às vezes me atraem"
"Sim, eu estou tão cansado, mas não pra dizer que não acredito mais em você"
"Ontem à noite, a noite tava fria...tudo queimava, mas nada aquecia..."
De repente, a porta de casa, a cama, o sono , os sonhos...
e num repente maior ainda, retorna o quase-nome das quatro letras...
E a vontade de contar que em mais uma volta pra casa numa noite qualquer,
Descobri que tenho grandes planos, que não passam de um quase-nome.
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